Astrid Fontenelle relatou ter sofrido assédio em um aeroporto durante as gravações do programa Cehgadas e Partidas, exibido pelo GNT. Segundo a apresentadora, o episódio a deixou sem reação.
Após o ocorrido, Astrid contou que ficou chocada e não teve reação no momento. "A gente passa por muita coisa. Outro dia um cara passou a mão em mim no aeroporto. Fiquei sem ação! Eu, que sou uma mulher de 64 anos, que tem essa pauta presente na vida, que tem 12 anos de Saia Justa falando sobre isso", afirmou.
A apresentadora, que fala há décadas sobre esses assuntos, disse que o episódio escancarou como situações de assédio ainda atravessam o cotidiano feminino. "Não reagi e fiquei brava comigo depois. Muita coisa ainda passa. Melhorou muito, mas a gente tem que seguir atenta e protetora uma das outras", disse.
Na conversa, Astrid também relembrou episódios de machismo vividos ao longo da carreira, muitos deles naturalizados à época. Segundo ela, só mais tarde passou a compreender a gravidade de certas situações. "Sou de um tempo em que a gente nem sabia o que era machismo. A gente era atropelada", afirmou.
Um desses episódios, segundo a apresentadora, foi determinante para essa virada de percepção. Durante a gravação do programa Imprensa na TV, em uma redação formada majoritariamente por homens, Astrid foi chamada de "burra" por um diretor, ao vivo, pelo ponto eletrônico.
Na ocasião, ela decidiu não interromper o trabalho. Tirou o fone do ouvido, concluiu a entrevista e, ao final, devolveu o equipamento ao chefe. "Ali eu percebi o ambiente tóxico em que a gente trabalhava. Até então, eu não tinha percebido", contou.
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Fonte: Folhapress
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