Uma mulher foi indiciada por ocultação de cadáver após descartar uma recém-nascida morta em um saco de lixo no bairro Vale Quem Tem, zona Leste de Teresina, no último mês de novembro.
O cadáver foi encontrado por um motorista de aplicativo, que havia deixado a mulher no local onde o corpo foi descartado na noite anterior. A investigação foi conduzida pelo Núcleo de Feminicídios da Polícia Civil, sob coordenação da delegada Natália Figueiredo.
Segundo a delegada, o parto ocorreu durante a madrugada no quarto da mulher, e ninguém na residência ou no trabalho sabia que ela estava grávida, já que a gestação havia sido mantida em segredo.
Após o parto, a mulher levou a criança dentro de uma sacola para o trabalho e permaneceu com ela durante todo o expediente. Quando ela descartou o material que estava na sacola de lixo, levantou a suspeita do motorista de aplicativo.
"Ao sair do trabalho, ela chamou um motorista de aplicativo, que estranhou a conduta. No dia seguinte, a mãe do motorista retornou ao local e encontrou a criança no local em que havia sido descartada", afirmou.
O laudo pericial constatou que a bebê nasceu viva, mas morreu em decorrência do parto, sem sinais de violência. "Não havia indícios, nenem internos, nemxternos, de agressão à criança. Portanto, o indiciamento é apenas pelo crime de ocultação de cadáver", acrescentou. Segundo o Código Penal, esse crime prevê pena de detenção de até três anos.
A delegada Natália Figueiredo também fez um alerta para mulheres que vivenciem situações semelhantes: "Se uma criança nasce morta, é essencial acionar uma unidade de saúde para que todos os procedimentos formais sejam realizados. Não se pode descartar uma criança da forma como ocorreu neste caso, dentro de uma sacola de lixo", concluiu.
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Fonte: Rayane Venancio e Mikaela Ramos
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