O Piauí deve receber, a partir de 2026, as primeiras estruturas físicas de saúde indígena já implantadas no estado. O Ministério da Saúde anunciou a construção de quatro Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) em aldeias piauienses, como parte de um projeto que também contempla o Rio Grande do Norte.
Ao todo, serão cinco UBSI nos dois estados, com investimento superior a R$ 2,1 milhões e previsão de atendimento a mais de 9 mil indígenas. No Piauí, as unidades serão construídas nas aldeias Serra Grande, Canto da Várzea, Sangue e Santa Teresa. No Rio Grande do Norte, a aldeia Amarelão será beneficiada com uma UBSI.
A iniciativa marca a primeira vez que estruturas permanentes de saúde indígena são implantadas em estados que não possuem Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), responsáveis pela gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Para viabilizar o atendimento, a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) estruturou os DSEI Ceará e Potiguara, que passam a organizar as equipes de saúde responsáveis pelo atendimento às comunidades indígenas do Piauí e do Rio Grande do Norte, respectivamente.
Segundo o secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, a ampliação da assistência representa um avanço histórico. “É a consolidação da luta desses povos pelo direito a uma atenção à saúde indígena integral e diferenciada. Trata-se de uma reparação histórica do Estado brasileiro com os povos indígenas e suas organizações. A Sesai reafirma seu papel de assegurar a implementação dos serviços de saúde indígena em todo o território nacional”, destacou.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que cerca de 4,1 mil indígenas vivem em dez municípios do Piauí, pertencentes a etnias como Tabajara, Caboclo Gamela, Kariri, Caboclo da Prata, Akroá Gamela, Guegué de Sangue e Tapuios.
O planejamento para atendimento às aldeias teve início em 2024, com o cadastramento das famílias. Em 2025, profissionais de saúde exclusivos foram contratados para atuar nas regiões. Já para 2026, além da construção das UBSI, estão previstas ações voltadas à logística e à melhoria da infraestrutura de atendimento.
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Fonte: Rebeca Lima (Com informações do Ministério da Saúde)
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