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Projeto Artístico-Cultural de Neto Saraiva valoriza a cultura, a história e a identidade de São Miguel do Tapuio

A iniciativa reúne diversas ações criativas, como a produção de histórias em quadrinhos (HQs), realização de oficinas de arte, criação de livros e organização de exposições culturais.

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 Divulgação

Para celebrar o aniversário de 88 anos de São Miguel do Tapuio, que ocorre neste mês de março (dia 25 de março), o Artista Visual – professor Neto Saraiva, natural de São Miguel do Tapuio (PI), apresenta uma grande obra artística – uma  aventura educativa e emocionante que celebra a memória e a cultura de um povo.

Conforme o trabalho do talentoso artista, Neto Saraiva, realizado por meio da arte e da educação, tudo começa com um “retorno ao passado”, quando os amigos se encontram no portal da cidade de São Miguel do Tapuio. Curiosos e animados, eles iniciam uma incrível viagem no tempo, explorando diferentes momentos da história do município e destacando a importância de suas origens.

Durante a jornada, os personagens conhecem as tradições culturais que marcam a identidade local, como o reisado, as festas juninas e as figuras folclóricas que encantam gerações. A cada parada, descobrem um novo detalhe da história, dos costumes e do povo de São Miguel do Tapuio.

Ao final, os amigos retornam ao presente com um novo olhar sobre a cidade, valorizando sua cultura, sua história e o orgulho de pertencer a esse lugar tão especial. Uma aventura educativa e emocionante que celebra a memória e a cultura de um povo!

O projeto envolve a confecção de histórias em quadrinhos (HQs), a realização de oficinas de arte nas escolas públicas, a produção de livros voltados à literatura infantil e a promoção de diversas exposições culturais. Essas ações têm como objetivo despertar o interesse de crianças e jovens pela arte, além de fortalecer o conhecimento sobre a história e os costumes locais.

Nesta etapa de suas produções, o artista presenteia a comunidade com o lançamento de dois livros, publicados pela Uiclap. As obras abordam temas relevantes: uma celebra o aniversário da cidade, enquanto a outra, intitulada “Defensores de Animais”, traz uma mensagem educativa sobre o cuidado, o respeito e a proteção aos animais.

Personagens como Super Miguel, o índio Tapuínha, Shena e Lamparina — criados ao longo da trajetória artística de Neto Saraiva — ganham vida nessas narrativas e se tornam importantes porta-vozes para o público infantojuvenil. Por meio deles, o artista transmite valores essenciais, como cidadania, respeito à natureza e valorização cultural.

Assim, o projeto se consolida como uma significativa contribuição para a preservação da memória local, incentivando o reconhecimento das raízes culturais e promovendo o orgulho pela região.

 Uma iniciativa que transforma arte em conhecimento e fortalece os laços entre educação, cultura e identidade.

Neto Saraiva

O professor e Artista Visual Neto Saraiva é natural de São Miguel do Tapuio-PI. Graduado em Letras Português pela UESPI, com pós-graduação. É professor e artista plástico. Sua cartela de cores é bastante variada. Desde sua carreira profissional como pintor e desenhista,a temática do sertão brasileiro nunca saiu de suas belas Obras de Arte. Muito embora, de quando em quando, o Artista aventura-se também por outros temas que povoam a mente do grande público. A música e a dança, por exemplo, são outros temas bem difundido nas obras desse Artista que figura como um dos maiores artistas Plásticos piauienses, que por sua vez, já tem obras espalhadas pelo mundo.

O artista é incansável e está sempre em busca de um traço cada vez mais original, como ele mesmo diz: “Uma identidade artística.” Quando iniciou nas Artes Visuais, já tinha certo domínio do desenho. Sempre procurou firmar sua identidade artística com muito empenho e muita pesquisa.

A arte surgiu na vida do Artista aos poucos. Foi se entregando “ao sabor da arte”. No início, ainda na fase infantil, não tinha noção de arte, muito menos de talento ou dom. O tempo foi passando, perdeu fases importantes, isto é,  não absorveu os saberes e habilidades na idade certa. Seus professores foram sua história de vida e colegas que compartilhavam suas experiências. “Naquela época não havia professores de arte”. Aprendeu desenhando nas calçadas, riscava com pedaços de carvão e gesso. Na adolescência, conheceu outros colegas que, junto com ele, desenhava os heróis da TV. Tudo era escasso naquela época, mas sua vontade de aprender era maior do que qualquer coisa. Queria ser desenhista profissional.

Sobre legado, o artista espera deixar com o seu trabalho. “Acredito que com o passar dos anos minha produção artística terá maior valor cultural, social, econômico... isso tem nome: processor de construção. Só talento não basta, é preciso muito empenho, dedicação, investimento, reponsabilidade, maturidade...  Isso faço constantemente. Acho que esses são os elementos essenciais para, aí sim se projetar como um artista consagrado, deixando às futuras gerações e uma sociedade bem consciente, um possível legado para que mais e mais novos talentos se despontem.”

 

 

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Fonte: Jornalista Valter Lima | Tapuio Notícias

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