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Embrapa Meio-Norte perde 65 hectares em três dias de incêndio

O estrago ambiental e os prejuízos à área de pesquisa ainda estão sendo avaliados. A medida corresponde a aproximadamente 90 campos de futebol.

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 Fotos: Benonias Cardoso/Cidade Verde

Aproximadamente 65 hectares da Embrapa Meio-Norte foram consumidos pelas chamas no incêndio que entrou ontem (07) no terceiro dia consecutivo. O estrago ambiental e os prejuízos à área de pesquisa ainda estão sendo avaliados. A medida corresponde a aproximadamente 90 campos de futebol.

Segundo Anísio Lima Neto, chefe-geral da Embrapa, uma análise feita no final da quarta-feira (07), com dados do INPE, voos de drone e outros recursos, mostrou a dimensão da área consumida pelo fogo.

“Essa área representa em torno de 20% da Embrapa Meio Norte. Dentro desses 65 existe um valor para pesquisa inestimável. Estamos aqui no bague que são plantas com material genético que nós chamamos de aceso e vem sendo pesquisadas, trabalhadas há mais de 30 anos, temos as fruteiras nativas, que vem sendo pesquisadas, em um processo de domesticação para melhoramento de frutas, produtividade, porte, como o caso do bacuri, do cajá, mangaba e do xixá”, cita.

O trabalho de combate às chamas entrou ontem no terceiro dia devido à reignição. Foi possível preservar a infraestrutura de cercas, irrigação, animais nativos e parte administrativa, além de evitar que o fogo se estendesse para residências próximas à área da Embrapa.

Porém, o fogo chegou ainda ontem (7) a uma área de reserva, com início por volta do meio-dia e alastramento às 14h. O Corpo de Bombeiros encerrou o combate ao último foco apenas por volta das 20h.

“Ontem por volta das 14h o incêndio se alastrou para área de reserva. Foi um esforço mais concentrado porque foi uma área de difícil acesso, ou quase não tínhamos acesso pela área de preservação. E tivemos que abrir acesso pela chegada das proximidades dos caminhões pipas de combate ao fogo agirem e controlarem esse incêndio. Mesmo assim tivemos danos na área de pesquisa e do banco ativo de manga”, afirma.

Posteriormente, a Embrapa pretende trabalhar na educação ambiental para evitar que outros incêndios de grandes proporções ocorram. Atualmente, a maior preocupação do órgão tem sido o retorno desses focos, principalmente no período mais quente. Por isso, o monitoramento da área segue sendo feito nesta quinta-feira (8).

“Hoje amanhecemos sem nenhum foco, mas vai chegar o momento crítico que é por volta de meio-dia, em que a temperatura está mais alta, uma baixa da umidade considerável e o vento. Então vamos torcer e contar com a ajuda divina que nós não tenhamos mais nenhum foco. As pessoas precisam ter consciência ambiental, o fogo não nasce do céu, ele não é natura. Quando você faz um incêndio intencional ele leva risco altos para o descontrole que foi o que ocorreu na Embrapa”, finaliza.

Fotos: Benonias Cardoso/Cidade Verde

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Fonte: Jade Araujo e Sayuri Sato/ Portal Cidade Verde

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