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Campanha orienta foliões e combate violência no Carnaval; saiba como denunciar

Segundo a superintendente da SUCID, Brenda Carvalho, o objetivo é levar informação diretamente às pessoas, facilitando o acesso a direitos e aos canais de denúncia.

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 Foto: Ascom/SSP-PI

Com a realização das prévias carnavalescas e a aproximação do Carnaval, ações de conscientização estão sendo intensificadas nas ruas e em eventos para orientar a população sobre prevenção à violência, respeito e garantia de direitos, especialmente de mulheres, crianças, adolescentes e da população LGBTQIAPN+. Em Teresina, a Superintendência de Cidadania e Defesa Social (SUCID), vinculada à Secretaria de Segurança Pública, já participou das prévias realizadas na região central da capital.

As atividades incluem abordagens educativas com orientação direta ao público sobre direitos, formas de proteção e canais de denúncia, com o objetivo de facilitar o acesso à informação e estimular a procura por ajuda em casos de violência.

Segundo a superintendente da SUCID, Brenda Carvalho, o objetivo é levar informação diretamente às pessoas, facilitando o acesso a direitos e aos canais de denúncia.

“A Superintendência tem se preocupado, para além do operacional, em ir às ruas durante essas prévias de Carnaval, conversar com a população e fazer trabalhos de conscientização, especialmente no que diz respeito às mulheres, à população LGBTQIAPN+, às crianças e adolescentes, entre outros públicos vulneráveis. A gente conversa com a população, leva informação e canais de denúncia para que, caso essa pessoa seja vítima de algum delito, saiba como recorrer. Se aconteceu alguma coisa, você tem o direito de denunciar, procurar a delegacia mais próxima. Nosso papel é conscientizar essa população acerca dos seus direitos e garantir que eles sejam efetivados”, explicou.

De acordo com Brenda Carvalho, as ações não irão se restringir somente ao período carnavalesco.

“A gente tem uma equipe formada por pessoas técnicas, assistentes sociais, psicólogas e integrantes de movimentos sociais que já têm expertise para lidar com essas demandas. Pretendemos seguir com essas ações inclusive no pós-Carnaval, porque são ações permanentes, que acontecem ao longo do ano. Temos um calendário de qualificação e de blitz educativas”, destacou.

As ações também contam com o apoio do Comando de Policiamento Comunitário (CPCOM). Segundo a comandante do CPCOM, coronel Elizete Lima, a Polícia Militar participa das atividades com foco preventivo e de proteção imediata.

“Nós sempre estamos em parceria com a equipe da Superintendência de Cidadania e Defesa Social, a SUCID, da Secretaria de Segurança. Nós somos o braço armado da prevenção, porque a Patrulha Maria da Penha estará em todas as ações que a SUCID estiver capitaneando, sempre com esse apoio, inclusive para conduzir um infrator, se necessário”, afirmou.

A comandante também alertou que a importunação sexual é crime previsto em lei.

“A importunação sexual é um crime cuja pena pode chegar a cinco anos. Qualquer ato de cunho sexual sem o consentimento da mulher ou de outra pessoa, porque também pode ser vítima um homem, pode configurar esse crime. A pessoa pode dar um basta, chamar ajuda, procurar a vigilância do local ou acionar o 190, o BO Fácil ou ainda o 180, que é o número específico de apoio à mulher”, explicou.

Além da denúncia, a orientação é que a própria população atue como rede de apoio, ajudando a interromper situações de violência.

“Se você vir alguém sendo vítima, aproxime-se e dê apoio. O simples fato de se aproximar de um infrator como esse já pode fazer cessar aquela violência”, concluiu a coronel Elizete Lima.

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Fonte: Rebeca Lima e Mikaela Ramos/ Portal Cidade Verde

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