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Inflação de fevereiro sobe 0,70% com alta em educação e passagens, diz IBGE

O IPCA mede a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos e é calculado pelo IBGE desde 1980. O indicador abrange dez regiões metropolitanas do país, além de algumas capitais e do Distrito Federal.

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 Reprodução

A inflação no Brasil voltou a subir em fevereiro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, avançou 0,70% no mês, após registrar alta de 0,33% em janeiro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado do ano, o índice soma alta de 1,03%. Já em 12 meses, a inflação está em 3,81%, abaixo do resultado registrado no período imediatamente anterior.

O grupo Educação teve o maior impacto na inflação de fevereiro, em 5,21%, influenciado pelos reajustes tradicionais no início do ano letivo. As maiores altas foram registradas nas mensalidades do ensino médio, do ensino fundamental e da pré-escola.

O grupo transportes (0,74%) também pressionou o índice. O principal destaque foi o aumento de 11,40% nas passagens aéreas. Outros serviços ligados ao setor, como seguro de veículos, conserto de automóveis e tarifa de ônibus urbano, também registraram elevação em algumas cidades.

Por outro lado, os combustíveis tiveram leve queda de 0,47% no mês, com redução nos preços da gasolina e do gás veicular. Já o etanol e o diesel apresentaram pequenas altas.

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,59%), os principais aumentos vieram dos produtos de higiene pessoal (0,92%) e dos planos de saúde (0,49%).

Os gastos com habitação também subiram, registrando 0,30%, influenciados principalmente pelo reajuste em tarifas de água e esgoto em algumas capitais. A energia elétrica teve pequena variação em 0,33%, enquanto o gás encanado ficou mais barato em parte do país, apresentando um recuo de 1,60%.

Nos alimentos, houve leve aumento nos preços em 0,26%, com destaque para produtos como açaí, feijão-carioca, ovos e carnes. Em contrapartida, itens como frutas (-2,78%), óleo de soja (-2,62%), arroz (-2,36%) e café moído (-1,20%) ficaram mais baratos.

Entre as capitais analisadas, Fortaleza (CE) registrou a maior alta de preços no mês (0,98%), influenciada principalmente pelos reajustes em cursos regulares e pela gasolina. Já Rio Branco (AC) apresentou a menor variação (0,07%), com queda nos preços da energia elétrica (-1,27%) e de automóveis novos (-0,85%).

O IPCA mede a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos e é calculado pelo IBGE desde 1980. O indicador abrange dez regiões metropolitanas do país, além de algumas capitais e do Distrito Federal.

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Fonte: SBTNews

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